» Histórico, Localização e Descrição do Município
Ao chegar a Bahia em 549, tome de Souza, trouxe em sua caravana o ilustre fidalgo português Garcia D´Ávila, que recebeu do rei D. João III uma grande Sesmaria, onde edificou um tradicional castelo que, até hoje é conhecido como Castelo da Torre. Após sua morte, a região passou ao domínio de seu filho Francisco Dias D´Ávila, que mais tarde teve seu nome dado ao município.
Por iniciativa de Francisco Dias D Ávila, um dos ocupantes do Castelo da Torre, foi criada a Primeira Feira da Bahia, que se chamou “Santo Antonio de Capuame”. O local da feira ficava a cinqüenta quilômetros da Capital do Estado, cujo ponto era considerado o Nordeste do País, passando por Juazeiro, Jacobina, Rio Real e Feira de Santana, chegando, todos, à feira Velha, atual Dias D´Ávila. Reunidos em Capuame, chegavam, todos pela Velha Estrada Real, outra ramificação conhecida como Estrada dos Boiadeiros, onde havia, em determinado ponto, a realização da Feira Velha.
Esta reunião tinha o nome de “Capuame” e se desenrolava próximo à Camaçari, onde mais tarde veio a chamar-se Feira Velha, tornando-se, em 1823, responsável pelo abastecimento das tropas e centro de arsenal para conserto de armas na Guerra da Independência da Bahia, durante todo o período em que a Estrada dos Boiadeiros esteve fechada pelo portugueses, servindo de Quartel General da Legião da Torre.
Mais tarde, por motivos econômicos, Feira Velha, antiga Feira de Capuame, foi transferida para Feira de Santana.
Foi através da Lei 2150 de 26.04.28 que a antiga Feira Velha de Capuame, passou a ser denominada Dias D´Ávila, após uma exposição de motivos, encaminhada à assembléia do Arquivo Público, pelo historiador Dr. Francisco Borges de Barros, no dia 04.06.23. este fato, foi uma homenagem ao seu fundador, um dos sete Francisco Dias D´Ávila.
Segundo o Sr. Pedro Calmom foram sete sucessores da chefia do Castelo da Torre, hoje ruína, situado em um dos distritos de Mata de São João.
Este convênio permaneceu vigente durante doze anos. Em 07.03.75, o Prefeito Humberto Hellery, e o engenheiro José de Freitas Mascarenhas, resolveram, sem nenhum respaldo político, estabelecer um novo acordo, ficando Camaçari a ter o controle total sobre a Estância e toda a arrecadação.
Foi negada, portanto, qualquer verba para a realização de obras em beneficio da comunidade. Um grupo de moradores, resolveu criar a Sociedade Amios de dias d´Ávila, com a finalidade de defender seus direitos e lutar pela sua emancipação.
A Assembléia Legislativa apresentou um Projeto de Lei nº 4936 de maio de 979, criando o Município de Dias D´Ávila e por mais cinco anos a comunidade lutou por este direito.
Posteriormente, foi realizado um plebiscito e o povo demonstrou a vontade de que Dias D´Ávila fosse emancipada, o que ocorreu em 25.02.85.
Com a descoberta das qualidades terapêuticas das águas do Rio Imbassai pelo Padre naturalista Camilo Torrend, Dias D´Ávila passou a ser considerada área de veraneio e localidade apropriada para o tratamento de doenças de pele devido à lama medicinal encontrada no rio. Como estância hidromineral, decorrente dos prodigiosos efeitos de sua água e do acesso mais fácil que a Fonte da Bica, do outro lado da Bahia de Todos os Santos, em Itaparica, a cidade transformou-se em Centro Turístico.
Inúmeras pessoas se dirigiam para Dias D´Ávila pelos efeitos curativos da sua água e pelas características climáticas de sua região.
Os moradores da própria capital, Salvador e cidades vizinhas em busca de conforto e tranqüilidade além de um lugar diferente para ir nos fins de semana, fizeram de Dias D´Ávila um grande ponto d/para lazer, motivando a ampliação da Vida inicial.
Surgiram, então, novas habitações e o centro comercial se desenvolveu e, não somente a Bahia mas pessoas de distantes regiões do país passaram a procurar a Estância em busca de sossego. Sua água passou a ser engarrafada e comercializada no mercado.
Ainda hoje, passar alguns dias em Dias d´Ávila é uma boa opção para quem quer fugir das agitações das grandes cidades.
Francisco Dias D´Ávila, com sua capacidade invejável de trabalho, ampliou o patrimônio da “Casa da Torre”, acumulando riquezas e tesouros transformando em fortaleza o Castelo que Garcia D´Ávila levantara.
Com a chegada do naturalista do distrito, novos horizontes se descortinaram para Dias d´Ávila. Foi ele quem descobriu as qualidades terapêuticas da água do Rio Imbassai, baseando-se nas crônicas de sua ordem, que desde 967, já iam em busca de repouso.
Graças ao Projeto elaborado pelo Deputado Ademário Pinheiro, foi comprovada a excelente qualidade da água aqui existente.
Segundo dados fornecidos pelo IBGE, o município de dias D´Ávila possui uma população aproximadamente de 54.150 habitantes.
O Município de Dias D’Ávila está localizado na Região Metropolitana de Salvador e fica a 54 Km da capital baiana. A sua privilegiada posição geográfica, com a proximidade do Pólo Petroquímico de Camaçari, do Centro Industrial de Aratu e das paradisíacas praias do Litoral Norte, colocam-no em ritmo de acelerado crescimento industrial e turístico. E para lidar com um mercado agressivo e competitivo, o desafio da atual Administração Municipal é a geração de emprego e renda.
Dias D’Ávila era, até a década de 60 e início de 70, um dos locais mais procurados, pelas pessoas com faixa de renda mais elevada, para o lazer e o descanso. Seus atributos ambientais, constituídos de água mineral, lama medicinal, pomares e uma distância razoável de Salvador para ser percorrida em viagens de finais de semana, atraíram alguns investimentos tais como hotéis e chácaras que moldaram uma fisionomia urbana propícia para o refúgio ameno de famílias durante os finais de semanas e os veraneios. Era a época em que a economia regional vivia sua fase de transição entre o modelo agroexportador e os novos investimentos industriais. Salvador ainda servia como espaço intermediário de articulação comercial, escoamento e distribuição de mercadorias entre o Centro-Sul do país, o Nordeste e outras regiões do estado.
Ao mesmo tempo, funcionava como fonte emissora de mão-de-obra para a produção desses centros industrializados, mas já começava a absorver os impactos de investimentos industriais como a RLAN e algumas unidades instaladas nas proximidades do centro urbano do município. Esses novos investimentos começam a atrair novos contingentes populacionais para a capital como também para a cidade de Dias D’Ávila.
Esse pequeno incremento populacional, provocado pela presença de novos investimentos, começa a exigir um também pequeno adensamento espacial da cidade de Salvador, com a ampliação do seu chassi antigo e dos arredores, em forma de lugares voltados para o lazer, descanso e recreação, como foi o caso de Dias D’Ávila.
Os valores criados com os investimentos nos pólos industriais fizeram a população urbana mais do que duplicar na RMS nas décadas de 70 e 80, enquanto a população rural mantinha-se com os mesmos valores absolutos da década de 60. Esse contingente populacional teve o seu maior incremento relativo na década de 70, praticamente em todos os municípios da região, inclusive Dias D’Ávila, mas foi em Salvador onde foi concentrada a maior massa de população, em que pese todos os planos realizados no período de implantação dos pólos industriais terem planejado as cidades de Camaçari e Dias D’Ávila como aquelas que deveriam concentrar cerca de 350 mil pessoas até a década de 90, sendo 250 mil em Camaçari e 100 mil em Dias D’Ávila.
Com o apoio do governo do Estado, foi criado o Pólo de Serviços de Dias D’Àvila, visando buscar alternativas e soluções para o fortalecimento da economia do Município, além da instalação de duas empresas de cerâmica: a Tecnogrés - Revestimento de Cerâmica Ltda e a Incenor - Indústria Cerâmica do Nordeste.